terça-feira, 18 de outubro de 2011

Vídeo-aula 25: Estratégia de Projetos e a Construção da Rede

Na vídeo-aula 25, o professor Ricardo Fernandes Pátaro nos mostra as etapas para a elaboração de um projeto e construção de uma rede.

ETAPAS DO PROJETO
1ª) escolha de uma transversal (grande tema), relacionado à formação de valores. Escolhido pelo professor ou pela escola.

2ª) apresentação do tema aos alunos. O professor leva informações, imagens, vídeos a respeito do grande tema com o objetivo de aproximar os alunos ao tema escolhido.

3ª) escolha de uma temática específica dentro do grande tema. O professor auxilia os alunos com temas mais específicos, todos relacionados ao grande tema, escolhido na primeira etapa. É hora das discussões e sugestões a respeito da temática.

4ª) elaboração de perguntas. As crianças elaboram perguntas sobre o tema. Antes da escolha das questões finais, que irão permear o projeto, ocorre a elaboração individual das perguntas e, depois, em grupos, são escolhidas as questões que farão parte do projeto.

5ª) planejamento docente. O professor, antes da elaboração do projeto, escolhe conteúdos que farão parte do projeto. 

6ª) busca de respostas. Após os conteúdos ministrados e toda a discussão, respostas para as perguntas são buscadas pelos alunos com o auxílio do professor, de forma coletiva e integrada.

O exemplo citado pelo professor Ricardo teve como grande tema o artigo XXVI da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Foi desenvolvido por crianças 10 a 11 anos do Ensino Fundamental. O tema escolhido pela classe foi "Trabalho infantil e educação no Brasil'. Durante o projeto, o professor trabalhou alguns problemas de Matemática (porcentagem), Língua Portuguesa (pontuação, ortografia) e alguns conteúdos de História e Geografia. 
Conforme o andamento do projeto, a rede vai sendo montada. Ela permite um registro de todas as atividades ocorridas no decorrer do trabalho. Como em todo projeto, pode haver algum imprevisto - uma dúvida dos alunos em relação a algum conteúdo, por exemplo. Esse imprevisto também deve ser encaixado na rede.

Abaixo, o exemplo de rede trazido pelo professor Ricardo. É possível observar todo o andamento do projeto, conteúdos trabalhados e perguntas elaboradas pelos alunos.
                             


sábado, 15 de outubro de 2011

Vídeo-aula 24: Diversidade/pluralidade cultural na escola

A socióloga Daniele Kowalewski, na vídeo-aula 24, fala sobre a pluralidade cultural presente na escola. É evidente que a escola é uma instituição muito privilegiada nesse aspecto, já que possui uma demanda ricamente diversificada. Dessa forma, os educadores precisam pensar em meios a fim de melhor lidarem com as questões, que vêm crescendo nas escolas. 
Podemos apontar alguns aspectos em relação ao tema:
- maior acesso à diversidade;
- as dificuldades  de se lidar com a diferença / diversidade / pluralidade/ multiculturalismo - os termos trabalham com a mesma questão, mas cada um deles traz diferenças epistemológicas bem distintas;
- igualdade e diferença - o que deve ser contemplado na escola?
A socióloga Daniele utiliza dois autores, Silvia Duschatzky e Carlos Skliar, em “O nome dos outros. Narrando a alteridade na cultura e na educação” para embasar o assunto abordado na vídeo-aula. 
Três classificações da temática:
- o outro como fonte de todo o mal: isso é evidente no início do século XX, ilustrado pelo nazismo e escravidão, por exemplo, em que o outro seria fonte do mal, da doença; deve ser evitado, isolado. Muitas vezes, trabalhamos com as diferenças como se elas fossem fonte do mal;
- o outro como sujeito pleno de uma marca cultural: às vezes, tratamos o outro como se ele estivesse preso a uma cultura e, assim, não possuísse outras características (essencialização da diferença).
- o outro como alguém a tolerar: tolerar a diferença não significa trabalhar com ela ou incentivá-la.  Na escola, podemos enaltecer ou inibir preconceitos.

HISTÓRICO E DIRETRIZES
As questões relacionadas às diferenças devem se tornar assuntos educacionais e serem lembradas na proposta pedagógica da escola. O tema da pluralidade passa a ser um dos temas transversais da educação brasileira desde 1998.

1996: LDB aborda alguns parágrafos destinados às diferenças com foco na educação indígena.
1998: publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais, a Pluralidade Cultural passa a ser um dos temas transversais da educação brasileira.
2003: Lei 10.639: obrigatoriedade da história da África e Cultura afro-brasileira em nossas escolas.
2005: é publicada a Diretriz Curricular Nacional para a Educação Étnico-Racial - série de demandas trazidas pelo movimento negro para que a questão da discriminação e do preconceito fosse melhor abordado nas escolas.
2007: Publicação do Programa Ética e Cidadania, que traz uma série de elementos, como inclusão, ética, cidadania, através de  textos de autores consagrados e idéias de atividades para que este trabalho seja contemplado nas escolas.
2010: marco para pensarmos na questão das diferenças: assinatura do Estatuto da Igualdade Racial, em julho.
- Discriminação racial passa a ser definida como “distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em etnia, descendência ou origem nacional”;
- Desigualdade racial ficou definida como “as situações de diferenciação de acesso e gozo de bens e serviços e oportunidades nas esferas pública e privada;
- População negra é formada por todas as pessoas que se classificam como tais ou como pretos, pardos ou outro termo parecido;
O tema das cotas raciais ainda não entrou no estatuto por ser um tema polêmico, que exige maior debate. 

EXPERIÊNCIAS E QUESTÕES
- Oficinas com professores e trabalhos em sala de aula: trocas constantes;
- O que fazer na escola quanto a temática da pluralidade?
- Será que nós, educadores, conseguimos lidar com todas as diferenças?
- É possível ensinar sobre o outro sem torná-lo exótico?
- Afinal, como é possível educar na diferença?
Daniele esclarece que o tema da diversidade e pluralidade cultural está em transição e devemos pensar nas diferenças para que as escolas se tornem um ambiente cada vez mais justo e humano. 

Segue o link de um vídeo que mostra um projeto sobre Diversidade Cultural, realizado por uma escola Municipal da cidade de Barras, no Piauí. O projeto incentiva a diversidade cultural e promove o encontro de alunos de diferentes realidades.
http://www.youtube.com/watch?v=kYoZ0M-QWHo

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Vídeo-aula 23: Assembleias escolares e democracia escolar

                                    Disponível em http://aprendiz.uol.com.br/content/frowriswig.mmp

As assembleias escolares podem ser explicadas como reuniões a fim de discutir assuntos que permeia o cotidiano das escolas. Críticas e felicitações são colocadas em roda para debate e levantamento de ideias e opiniões. São espaços de diálogo entre os envolvidos, que permitem, além da resolução de um conflito, trabalhar a construção de valores. O trabalho com as assembleias escolares é eficaz, pois estimula o aluno em seu processo de autonomia, de seu desenvolvimento moral e de formação do cidadão. 
Com as assembleias, as escolas tornam-se ainda mais democráticas e participativas, todos têm lugar para exposição de pensamentos, críticas e sugestões.

Podemos destacas três tipos básicos de assembleia escolar:
- assembleia de classe: acontece dentro de cada sala de aula e tem como principal objetivo regular as relações entre os alunos da própria sala. As crianças podem escrever suas críticas e felicitações em cartolinas. As críticas devem ser da fatos, não de pessoas. Os alunos aprendem aprendem a discutir, argumentar, solucionar problemas e se integrar com os colegas e professores. Assim, o grupo se apoia nos pontos positivos e revêem os negativos. 

O vídeo mostra uma assembleia de classe com alunos surdos-mudos. Vale a pena assistir.

- assembleia de escola ou de curso: participam representantes de todas as turmas, de professores e funcionários, além da direção. As felicitações e as críticas são lidas e debatidas entre todos os participantes. Um cartaz é escrito com as decisões tomadas pela assembleia.
- assembleia docente: uma vez por mês, por exemplo, os professores se reúnem com uma pauta previamente definida pra debater e opinar sobre o espaço escolar e também sobre atividades pedagógicas. Essa assembleia auxilia nos conflitos de convivência possíveis entre os próprios professores, que também têm a oportunidade de passar pela mesma experiência dos alunos, o que os torna mais preparados para lidar com a rotina escolar.

A metodologia do trabalho com as assembleias escolares pode ser implementada em qualquer escola, desde que os professores estejam dispostos e preparados para coordená-las. É preciso acreditar na participação democrática como um valor!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Vídeo-aula 22: Prática de projetos e transversalidade em sala de aula: questões de Gênero no cotidiano escolar

Na vídeo-aula 22, a professora Brigitte Haertel aborda a questão do Gênero no cotidiano escolar, adotando, para isso, uma perspectiva sócio-interacionista. A discussão é orientada com base no que dizem os PCNs - Parâmetro Curriculares Nacionais -, que visam orientar os trabalhos pedagógicos desenvolvidos nas escolas. 
Os temas transversais propostos pelo documento permitem abordar questões mais complexas relativas à formação moral do sujeito.

TEMAS TRANSVERSAIS PROPOSTOS PELOS PCNs
- Ética;
- Pluralidade cultural;
- Meio ambiente;
- Saúde;
- Orientação sexual
- Temas locais 

PEDAGOGIA DE PROJETOS 
- tema transversal selecionado (de forma coletiva);
- adesão voluntária (a decisão é coletiva e a adesão, voluntária);
- projeto interdisciplinar.

Para a escolha do tema a ser abordado pelo projeto, a escola deve levar em consideração sua demanda e a realidade que a cerca.

EIXOS DA DISCUSSÃO
- Construcionismo social
- Socialização de gênero
- Sexo: determinação biológica;
- Sexualidade: condição genética;
- Relações de gênero: representações socialmente constituídas. 

A professora Brigitte apresentou uma atividade proposta em uma escola para a reunião de pais, em que eles eram convidados a escolher personagens de contos de fadas para solucionar problemas de três planetas diferentes. 

Para saber mais a respeito dos temas transversais propostos pelos PCNs, sugiro o acesso: http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc08/espaco.pdf

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Vídeo-aula 21: Sentimentos e afetos como tema transversal


Na vídeo-aula 21, a professora Valéria Arantes tem como objetivo principal trazer uma experiência prática de como inserir sentimentos e afeto no currículo da escola, tomar o sentimento como um tema transversal.
É importante trazer três conceitos que legitimam o trabalho com sentimento como tema transversal:
- valores: segundo definição clássica de Piaget, valores dizem respeito à trocas afetivas que o sujeito realiza com o meio exterior, surgindo da projeção de sentimentos positivos sobre objetos, pessoas e relações. A grosso modo, valor é aquilo que eu gosto, e contra valor, aquilo que eu não gosto. 

- autoestima:  diz respeito a imagem que o sujeito constrói sobre si mesmo; É.fundamental para o processo de construção da cidadania, entendendo-a como a busca da própria felicidade. A falta de autoestima leva a um processo de destruição.

- autoconhecimento: processo que o sujeito constrói e que contribui para a própria conduta, dimensão da sensibilidade para se perceber a si mesmo; Na escola, um tema recorrente é a autonomia, mas, para que o sujeito possa se tornar autônomo, é necessário que ele tenha consciência plena de si como indivíduo. Os conceitos autoconhecimento e autonomia devem ser trabalhados, já que estão intimamente relacionados.

COMO INCORPORAR OS SENTIMENTOS E AFETOS NO COTIDIANO DE NOSSAS ESCOLAS?
Transformando sentimentos e afetos em objeto de conhecimento e aprendizagem. 

A professora Valéria traz como exemplo um projeto desenvolvido por uma escola pública que tem, como público-alvo, as séries iniciais. A seguir, algumas atividades propostas pela professora em sala de aula:
- a partir de um desenho de um corpo humano, as crianças inseriram um sentimento e relacionaram a cada parte, como raiva nas mãos e vergonha na face;
- as crianças escreveram sobre sentimentos e identificaram o momento em que eles apareciam. Depois, a sociabilização permitiu uma discussão a partir de experiências diferentes e singulares;
- a professora elegeu o sentimento tristeza para ser focado durante o projeto. Dessa forma, as crianças desenharam uma pessoa triste e, ao lado, explicaram a razão pela qual a pessoa em questão se sentia triste. Após esse trabalho, os alunos sugeriram maneiras capazes de trazer a felicidade à pessoa.

As situações do cotidiano são pontos de partida para o trabalho. Os sentimentos e afetos são objetos de conhecimento e de ensino. É preciso diagnosticar e promover encaminhamentos, a partir das análise dos resultados. 

sábado, 8 de outubro de 2011

Vídeo-aula 20: Violência e educação UNIVESP TV: Violência nas escolas








Todas as charges e imagens acima retratam, mesmo de que de forma diversa e variados ângulos, um tema atual e, infelizmente, muito presente nas escolas: a violência.
Na vídeo-aula 20, a professora Flavia Schieling discute o tema. 
A violência, na maioria das vezes, é uma questão complexa que permite quebrar todos os discursos prontos que debatem a questão. Quando uma situação de violência é vivenciada na prática, no cotidiano, todos os pontos possivelmente discutidos em teorias revelam-se pobres; a violência tem o poder de desarranjar discursos.
Muitas vezes, temos a sensação de que a violência está presente em todos os lugares, tomou conta das pessoas e não há nada que possa ser feito para reverter tal situação. Ledo engano. Temos, sim, que pensar que a violência não é fatalidade e que, consequentemente, permite uma ação modificadora sobre ela.
Para lidarmos com a questão da violência na escola (não apenas a violência física, explícita; ela pode estar em uma fala, em um gesto, em uma ação de vandalismo, em uma ameaça), primeiramente é preciso investigar o problema:  o que acontece? Onde exatamente ocorre? Quem são os envolvidos? Quando o problema é identificado e esclarecido, torna-se mais fácil agir sobre ele. 
Também é viável destacar que a violência proveniente do entorno escolar acaba entrando no ambiente da escola; são violências que não são produzidas pela escola, mas, consequentemente, estão dentro dela, já que a instituição não é alheia ao território em que está alocada. Porém, como destaca a professora Flavia, há escolas situadas em lugares violentos que não são, necessariamente, violentas; elas construíram relações com a comunidade, estabeleceram uma parceria com o bairro, e isso resultou em uma escola protegida pelos moradores do entorno da escola.  Dessa forma, é possível estabelecer uma boa conexão com a comunidade, em oposição a visão de temor que um pólo, escola ou comunidade, possa nutrir pelo outro, através de projetos que envolvam a todos, interior e exterior da escola.
É necessário também destacar um outro tipo de violência que, de forma silenciosa, invade o cotidiano do ambiente escolar: a violência familiar. O comportamento agressivo ou apático de um aluno, por exemplo, 
pode denunciar uma situação vivida na família. E o que a escola pode fazer para contribuir com uma possível solução para o problema?  Mais uma vez, são fundamentais a conexão e o diálogo, ter um olhar investigativo para a criança, e não julgador. 
A escola deve estabelecer relações não apenas com os alunos e o entorno da escola; ela pode se conectar com órgãos de saúde e Conselho Tutelar, por exemplo, a fim de poder contar com um apoio e suporte para resolver situações difíceis.
Importante destacar, também, um tipo de violência, muitas vezes, não percebido nem discutido, presente no discurso de alunos: "passar de ano sem aprender é uma forma de violência?". Sim, é uma violência contra o estudante, que precisa de profissionais capacitados e centrados, que auxiliem em sua formação, não apenas conteúdista, mas, principalmente, moral e ética. As escolas não podem ser, apenas, "escolas de passagem"; o coletivo interior escolar deve estar plenamente envolvido no processo de ensino-aprendizagem e precisam trabalhar as relações entre si mesmo. Se o corpo que compõe a instituição de ensino tem dificuldade em se relacionar e trabalhar em equipe, dificilmente o ambiente da escola poderá oferecer um cotidiano rico de conhecimento e interesse. 
Em suma, a batalha contra a violência escolar não é fácil, mas é perfeitamente possível agir. A escola, embora não seja a única responsável pela resolução do problema, pode contribuir muito para que ele seja menor. É um desafio possível!

O vídeo discute medidas educativas para conter a violência nas escolas. Você vai perceber claramente o significado da palavra parceria. O local é Cuiabá, mas a questão é ampla e atinge a maioria das escolas do país.  

domingo, 2 de outubro de 2011

Vídeo-aula 19: Podem a ética e a cidadania ser ensinadas?

Na vídeo-aula 19, o professor José Sérgio Carvalho traz algumas discussões dos filósofos gregos acerca do tema ética, ou como costumavam chamar, formação para virtude; a partir disso, concluímos que a discussão sobre ensinar ou não ética e valores em sala de aula não está presente apenas aos dias de hoje. A questão tema de nossa aula era um problema de alta relevância na Grécia Antiga. 
Citando Aristóteles:

“Os homens tornam-se bons e virtuosos devido a três fatores, e estes são, a natureza, o hábito e a razão. Ora, a razão e a inteligência são os fins da nossa natureza. Por isso é necessário preparar-lhes a formação e o cultivo dos hábitos. Já se disse que a natureza devem ser os futuros cidadãos [...] o resto é obra da educação. Realmente toda arte e educação esforçam-se por completar o que falta à natureza. Ninguém porá em dúvida que ao legislador incumbe, sobretudo o cuidado à educação. Pois o costume adequado a cada constituição sói defendê-lo e, no começo fundá-lo também… E sempre o costume melhor é a causa de melhor constituição. É claro, então que compete às leis regularem a educação e torná-la pública.”

Assim, para o filósofo, ética é um problema a ser formado, reforçando a ideia de que a natureza nos dá traços, mas somos formados pela virtude. Uma sociedade democrática forma cidadãos democráticos, e,  ao mesmo tempo, uma formação democrática aperfeiçoa uma sociedade democrática; a educação deve estar a serviço do bem comum (pólis, cidade). 
A ética não pode ser considerada, como a matemática ou a geografia, por exemplo, uma disciplina alocada, especializada, regular, ou seja, os valores que guiam nossas condutas são práticas sociais, que herdamos de todos e transmitimos a todos. A escola deve reconhecer que a formação ética conta com a participação de toda a comunidade escolar, englobando, portanto, não apenas professores e diretores, mas todo o entorno da escola.
Citando Platão:

"... Quando o aluno começa a ler e começa a compreender o que está escrito.. dão-lhe... a ler de bons poetas... prenhe de conceitos morais... do mesmo modo procedem os professores de cítara: envidam esforços para deixar temperantes os meninos e desviá-los da prática de ações más".

A fala de Platão é muito interessante, pois remete diretamente à tarefa do professor, deixando claro que a formação ética não se desvincula do conteúdo escolar; o professor deve ensinar o aluno a ser temperante, equilibrado, não simplesmente através de discursos prontos, mas, principalmente, por suas ações, sua prática. O ensino da virtude não corresponde ao ensino da formação; o primeiro exige tempo e que o professor, por meio de suas práticas e exemplos, demonstre a seus alunos quais são os valores positivos a serem absorvidos. É importante lembrar que, da mesma maneira que ensinamos valores por meio de comportamentos, ensinamos também os vícios, como racismo e preconceito. Portanto, é necessário que o professor esteja atento e consciente, não só em relação ao conteúdo, mas, principalmente, em relação a suas atitudes. 


O vídeo é uma propaganda de conscientização veiculada na Austrália. As imagens nos fazem refletir sobre como nossos comportamentos e atitudes podem influenciar uma criança a agir da mesma forma.