quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Vídeo-aula 15: Dimensões constitutivas do sujeito psicológico

Com o tema já iniciado na vídeo-aula 11 dessa mesma disciplina, Educação e Valores, a vídeo-aula 15 nos traz as dimensões constitutivas do sujeito psicológico.
O professor Ulisses explica que o cotidiano escolar é afetado por uma questão: ''Quem é o aluno?". Para que compreendamos melhor problemas relacionados à disciplina e à aprendizagem, por exemplo, precisamos entender que o sujeito psicológico com quem interagimos em nosso dia a dia é um ser complexo, constituído de valores individuais.
O sujeito psicológico se constitui na interação com o meio aonde ele vive e é formado por dois mundo distintos: o da consciência e o da não consciência. Vamos destacar 4 dimensões constituintes do sujeito psicológico:
- biológico: neurotransmissores;
- afetivo: sentimentos e emoções;
- sócio-cultural: aspectos culturais ajudam na construção da identidade;
- cognitivo: a parte intelectual, nossa inteligência, através do processamento, influencia comportamentos.

Diante dessa perspectiva teórica, precisamos ter em mente a complexidade do sujeito. Enxergar o aluno como um ser complexo, de forma diferenciada, nos ajuda a entender e solucionar vários problemas que nós, professores, enfrentamos em nosso cotidiano, como o da disciplina, e também contribui para o trabalho de formação de valores em sala de aula.

Como leitura complementar, sugiro o artigo do Pedagogo e Doutor em Educação  pela Universidade  Federal do Rio Grande do Sul João Alberto da Silva. Em seu texto, o autor aborda a questão da importância em se considerar o aluno não como um sujeito universal, mas levando em conta suas particularidades social, afetiva e cognitiva.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Vídeo-aula 14: Projetos

Segundo Nilson Machado, em vídeo-aula 14, trabalhar por meio de projetos é fundamental para se trabalhar, também, a transdisciplinaridade. A ideia de projeto está diretamente associada à ideia de AÇÃO, pois, para se trabalhar com projetos, assim como quando agimos, é necessário que haja planejamento, organização, avaliação, uma análise da trajetória, ou seja, das supostas consequências e resultados.

PROJETO:
- metas / objetivos
- futuro / antecipação da ação
- abertura / risco / criação
- ação do sujeito / coação impossível

PROJETOS E VALORES
Assim como à ideia de ação, os projetos estão relacionados à ideia de valor. É importante decidir quais são nossas metas, quais resultados esperamos atingir. Há metas viáveis e há metas não viáveis; há metas que valem mais, há metas que valem menos (políticas públicas e temas transversais são prioridade);  há o que deve ser cultivado e o que deve ser combatido; há o que deve ser conservado e o que deve ser transformado.

O vídeo abaixo, produzido pela TV Escola / Educação, traz um trabalho por projeto realizado pela Escola La Salle, de São João do Polêsine, RS. Perceba como os projetos são ferramentas fundamentais para que temas presentes no cotidiano dos alunos sejam apreendidos de forma significativa.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Vídeo-aula 13: Conhecimento em rede

Nesta vídeo-aula, o professor Nilson Machado fala sobre a construção do conhecimento por meio do trabalho em rede.

Imagens do conhecimento: como pensamos sobre o conhecimento?
- "balde": alunos como baldes vazios a serem preenchidos. Essa ideia é ainda é renitente, mas está completamente ultrapassada.
- encadeamento: baseado no método de Descartes (já visto em outro momento nesse mesmo blog), onde ele apresenta regras simples para que o conhecimento seja construído, a noção de encadeamento é considerada datada. A perspectiva cartesiana é revolucionária e importante, não pode ser descartada, mas não podemos pensar, apenas, em termos cartesianos nos dias de hoje.
- rede: a ideia do conhecimento em rede insere o trabalho em uma perspectiva transdisciplinar. Aqui, a realidade se apresenta associada a uma teia de relações - temas, conceitos, significados. Metaforicamente, podemos dizer que, no processo da construção do conhecimento em rede, os nós são os conceitos, as ideias são os significados e os fios que constituem os nós são as relações estabelecidas entre mundo exterior e as abstrações. A rede tem centros de interesse - a partir desse ponto, incia-se o ''processo de irradiação'' de "espalhamento". Cada um de nós entra na rede por pontos diferentes, por uma porta diferente, e vai seguindo por outros caminhos.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO EM REDE

- acentrismo: não há apenas um centro de interesse, mas diversos;
- metamorfose: conceitos estão vivos, mas, em uma perspectiva histórica, eles se transformam. Estado permanente de atualização.
- transdisciplinaridade: trabalhar temas transversais é a marca do pensamento em rede.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Vídeo-aula 10: Interdisciplinaridade e transversalidade na educação


O professor Nilson José Machado. Disponível em http://arquivos.tribunadonorte.com.br/fotos/52749.jpg

Para o professor Nilson José Machado, a interdisciplinaridade surge como um chamado para que haja relações mais fortes entre as disciplinas. Para ele, a transversalidade surgiu como uma reação à fragmentação das disciplinas. Dessa forma, poderiam ser trabalhados temas que atravessam transversalmente as disciplinas, como questões relacionadas a valores.
O autor ainda salienta que o mundo não é disciplinar. Como a escola tem como principal função oferecer a compreensão de mundo, a escola necessita de criar uma inter-relação entre as disciplinas para, assim, tornar-se transversal.
Cabe destacar, em meio à discussão sobre interdisciplinaridade, René Descartes que, através de seu ‘Discurso do Método’, foi um dos primeiros a propor a “unidade do saber”. As regras do método consistem em analisar o fenômeno, dividir o fenômeno – do simples para o complexo. Em contrapartida, temos Edgard Morin, que vai contra o processo de simplificação pois, segundo ele, “mutila o conhecimento” e  impede que o saber mais  complexo seja adquirido. O sistema, assim, ensina a separar e não realizar.

No vídeo, um resumo com as principais idéias do método elaborado por Descartes.


Para conhecer mais a respeito das ideias de Edgar Morin sobre os conceitos de teoria e método: 
 http://www4.uninove.br/ojs/index.php/cadernosdepos/article/viewFile/2088/1566



 A solução para a discussão, como afirma o professor Pablo Rubens Mariconda, seria criar uma associação entre os métodos contextualizadores e alternativos, para uma visão mais unitária.




segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Vídeo-aula 12: Perspectivas atuais da educação em valores

O professor Ulisses de Araújo, na vídeo-aula 12, apresenta algumas propostas para que a  construção de valores aconteça, de forma significativa, no ambiente da sala de aula. Vejamos:

- gestão por meio de um fórum: um fórum organizado na escola articula segmentos da comunidade, escolar e não-escolar, que se disponham a atuar no desenvolvimento de ações mobilizadoras em torno de temáticas de ética, democracia e cidadania no convívio escolar, focando, principalmente, ética, convivência democrática, direitos humanos e inclusão social. A família participa não só indo a reuniões bimestrais para pegar um boletim ou estar a par do comportamento e rendimento de seus filhos, mas pode discutir e opinar, participando, ativamente, do programa escolar. O professor Ulisses ilustra a proposta com um exemplo de projeto desenvolvido por ele em escolas públicas da Zona Norte de São Paulo – comunidade, professores, diretores, alunos, membros de ONGs se encontram para debater, esclarecer e solucionar questões relacionadas à ética e à cidadania.
- “para fora” da escola: o entorno da escola deve ser lembrado. Muitas vezes, o bairro está sofrendo inúmeros problemas, que afetam diretamente o cotidiano escolar. Os alunos podem “ir a campo’’, sair da escola para problematizar, elaborar projetos e procurar uma solução para determinada situação.
- “para dentro” da escola: os problemas externos podem ser trazidos para o currículo, através de projetos, temas transversais. Quando o contexto social é levado para dentro da escola, o conhecimento torna-se significativo na vida dos estudantes. Importante ressaltar que os temas trabalhados transversalmente devem estar ligados à moral, ética e cidadania, trabalhando a conscientização.
- o protagonismo dos estudantes: constitui-se chave de toda a mudança. O professor deixa de ser o detentor do conhecimento e oferece a seu aluno um papel ativo. A escola deve considerar projetos e ações que promovam o acesso aos bens culturais exigidos pela sociedade contemporânea e garantam uma formação política aos jovens de modo a lhes permitir participar da vida social de forma mais crítica, dinâmica e autônoma. 
Está claro, assim, que para que é necessário que a escola trabalhe questões relacionadas à ética e à moralidade em seu cotidiano; a tarefa torna-se muito mais produtiva quando envolve toda a comunidade escolar. 
O vídeo abaixo traz o poema ‘Tecendo a manhã’, de João Cabral de Melo Neto. 


Uma breve reflexão sobre o poema nos permite concluir que, quando se trabalha em conjunto, de forma unida e visando um mesmo fim, os resultados são, certamente, positivos e significativos na vida de todos os envolvidos. 

Vídeo-aula 11: Perspectivas atuais das pesquisas em Psicologia Moral

Segundo a professora Viviane Pinheiro, a moralidade faz parte de nossa identidade. Para ilustrar sua fala, traz uma representação gráfica proposta pelo professor Ulisses de Araújo.




A ilustração representa o sujeito psicológico, quem é ele e qual é o universo em que ele interage. Disponível em http://www.lite.fae.unicamp.br/cursos/ep409/txt1.htm

Dando prosseguimento à aula, a professora Viviane faz alguns apontamentos a respeito de valores.
- “Valores referem-se a trocas afetivas com o exterior e surgem da projeção de sentimentos positivos sobre os objetos, e/ou pessoas, e/ou relações, e/ou sobre si mesmo” -  definição por Ulisses de Araújo, já exposta em aulas anteriores;
- sujeito tem papel ativo na construção desses valores;
- podem ser morais ou não;
- a moralidade não se guia apenas pelo princípio da justiça;
- estabelecem-se como centrais (principais) e/ou periféricos (secundários) no sistema moral do sujeito;
- importância do contexto vivenciado pelo sujeito nessa construção.
- podem ser regulados pelos sentimentos;
- integram-se e vão se organizando no sistema moral dos sujeitos de uma forma hierárquica;
- integração como papel de regulação do sistema moral.

IMPLICAÇÕES DAS DESCOBERTAS DA PSICOLOGIA MORAL SOBRE VALORES NA EDUCAÇÃO SOBRE VALORES

O que poderia ser feito na escola a partir dessas descobertas sobre valores?
- Sujeito ativo na construção de valores > a escola precisa pensar em formas e metodologias que possibilitem ao sujeito refletir e construir seu próprio aprendizado.
- Moralidade não se guia apenas pelo princípio da justiça > é preciso que a escola também trabalhe valores, além de regras e deveres a serem cumpridos pelos alunos.
- Valores centrais e periféricos e a importância do conteúdo do meio > a escola deve trabalhar os valores como objetos de conhecimento, e não apenas quando há conflitos; deve elaborar sequências didáticas planejadas e projetos voltados para a construção de valores pelos alunos em diversas situações.
- Sentimentos podem regular os valores > a escola pode incluir a explicitação dos sentimentos e dos valores para compreensão da regulação exercida por eles.

domingo, 18 de setembro de 2011

Vídeo-aula 9: Ciência e educação


De acordo com o professor Luís Carlos de Menezes, o currículo escolar não é formado apenas pelo discurso do professor. O currículo deve promover o processo formativo do aluno, desenvolvendo suas competências e habilidades. A ciência compõe-se desses conteúdos.
Vejamos alguns aspectos do ensino da ciência expostos pelo professor:

a)      CIÊNCIA COMO LINGUAGEM
Disponível em http://www.4work.pt/cms/uploads/pics/rotulos2.jpg

Leitura de um jornal, acompanhamento de um relatório, interpretação de um rótulo de alimento – ações como essas implicam o domínio das linguagens científicas / matemáticas. Assim, uma das primeiras funções da ciência é promover o domínio dessas linguagens e tornar o sujeito apto a compreendê-las.


b)      CIÊNCIA COMO INTRUMENTO PRÁTICO
Disponível em http://pressunitedcajatambo.blogspot.com/2009/07/influenza.html

Avaliar uma conta de energia e ser capaz de decidir pela troca de um chuveiro, a fim de economia, distinguir um resfriado de uma gripe mais grave são dois dos inúmeros exemplos que podem ser citados de competências relacionadas ao conhecimento científico. É fundamental que os alunos deixem de pensar na ciência como algo próprio apenas de cientistas, e passem a visualizá-la como conhecimentos de natureza instrumental, ou seja, prática.

     c)      CIÊNCIA COMO VISÃO DE MUNDO
Aqui o professor deixa claro que a ciência não deve ser considerada como o domínio das certezas; pelo contrário, a ciência permite a dúvida permanente, e está sempre em busca de verdades transitórias e que podem ser superadas.


 Como desenvolver o aprendizado da ciência?
Lições de ciência são melhores absorvidas quando há a observação, a prática e a discussão, através de pequenos projetos de execução coletiva. 

             

O vídeo mostra um projeto criado pela escola primária de Carvalhos, em Portugal. São imagens e pequenos vídeos que ilustram como a ciência pode ser transmitida de forma prática e prazerosa.