sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Vídeo-aula 7: Crescimento e desenvolvimento ponderal e hábitos alimentares

Na vídeo-aula 7, o professor Li Li Min apresenta o tema 'crescimento e o desenvolvimento ponderal' e a professora Lilia de Souza Li esclarece o assunto.

CRESCIMENTO
- variável;
- resultado da maturação óssea.
Podemos enumerar três fases do crescimento: 
1) entre 1 e 3 anos: primeira infância: caracteriza-se por ser período de maior crescimento pós-natal, uma criança ganha, em média, 25 cm no primeiro ano, 12,5 no segundo e 8 cm no terceiro; o fator mais importante para o crescimento nessa fase é uma nutrição adequada.
2) entre 4 e 8 anos: segunda infância: nesta fase, o crescimento mais estável, 4 a 8 cm por ano. Nesse período, os fatores mais importantes para o crescimento são os hormonais. 

3) entre 9 e 17 anos: puberdade: é a época das grandes tranformações físicas, emocionais e socias do indivíduo. Acontece uma aceleração no crescimento e o aparecimento dos caracteres sexuaus secundários.

DESACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO

- ocorre a partir do primeiro ano de vida e vai até o início da puberdade;
- a criança cresce progressivamente menos cm por ano até os 3 anos, passando por um período estável de crescimento entre 5 e 10 anos seguido por um segundo período de desaceleração até o início da puberdade (curva de velocidade de crescimento).

CURVAS DE VELOCIDADE DO CRESCIMENTO (MENINAS E MENINOS)

ESTADIO PUBERAL (aparecimento dos caracteres sexuais)
Nas meninas:
- primeiro sinal é o aparecimento de botão mamária (telarca), seguido de aparecimento de pêlos pubianos (pubarca) e, por último, a primeira menstruação (menarca);
- inciai-se entre 8 e 13 anos incompletos;
- estirão puberal na menina é mais precoce que no menino e mais curto, resultando numa estatura menor, comparada à altura do gênero oposto.

Nos meninos:
- o primeiro sinal é o crescimento dos testículos seguido de crescimento peniano e pêlos (pubarca);
- incia-se entre os 9 e 14 anos incompletos;
- estirão puberal ocorre, em média, dois anos mais tarde, comparado ao das meninas.

FORMAS DE ACOMPANHAR O CRESCIMENTO DE UMA CRIANÇA
- gráficos de crescimento;
- avaliar estatura e peso durante toda a fase do crescimento;
- avaliar o índice de massa corporal (IMC);
- observar idade de início de caracteres sexuais secundários.


No vídeo, em entrevista concedida para o Jornal MGTV, da Rede Globo, o endocrinologista Geraldo Santana fala sobre a baixa estatura e os fatores que interferem no crescimento infantil. 



Gráfico de crescimento
- registro do padrão de crescimento de uma população;
- a linha central indica a média; 
- crescimento diferente para os sexos;
- compara a altura da criança com a altura da população como um todo.
Toda criança deve ter um gráfico de crescimento justamente para que seu processo seja acompanhado. É importante comparar a altura da criança com a da população em geral, a fim de identificar situações atípicas e riscos de doenças genéticas, hormonais ou sobrepeso.

O que influencia no crescimento de uma criança?
- atividade física;
- sono (GH - hormônio do crescimento - é liberado durante o sono profundo);
- nutrição.

O que influencia a estatura final do indivíduo?
- fator genético;
- fatores ambientais, como nutrição, higiene, questões sociais e problemas psicológicos;

CALCULANDO O CRESCIMENTO DE UMA CRIANÇA
 Nas meninas:  soma das estaturas dos pais, menos 13, dividido por 2.
 Nos meninos: soma das estaturas dos pais, mais 13, dividido por 2.
O canal de crescimento, que tem como objetivo identificar o potencial genético de crescimento e dar uma previsão da altura final da criança, estará mais ou menos 8 cm da estatura alvo.
Em crianças, o canal de crescimento varia de acordo com a idade e sexo; a partir do nascimento, há uma redução do IMC até por volta dos 4 a 6 anos. Quando o IMC começa a aumentar em uma criança menor que 4 anos, podemos dizer que ela apresenta grande risco de desenvolver obesidade na vida adulta.

Para mais informações:
www.cdc.gov/growthcharts/cdc_charts.htm -  o site traz dados, tabelas, informações sobre o assunto. Em inglês.
http://nutricao.saude.gov.br/sisvan.php?conteudo=curvas_cresc_oms - o site da Penan (Política Nacional de Alimentação e Nutrição) traz inúmeras informações a respeito das curvas de crescimento, além de gráficos da OMS (Organização Mundial de Saúde) e dicas de boa alimentação e nutrição. Em português.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Vídeo-aula 6: Educação comunitária e questões de gênero na escola

O objetivo da vídeo-aula 6, com professora Valéria Arantes, é apresentar um trabalho de intervenção e de investigação cujo principal objetivo foi desenvolver projetos e ações que privilegiassem a construção de valores ancorados em fundamentos de ética, direitos humanos, igualdade de direitos entre homens e mulheres.

INTERVENÇÃO NO COTIDIANO ESCOLAR  E INVESTIGAÇÃO
- intervenção no cotidiano da escola e de suas relações com os conteúdos educativos e com a comunidade, visando promover a compreensão das situações de conflitos de gênero: a escola está desvinculada da comunidade; assim, a pesquisa, ancorada pela professora Valéria, teve como um dos objetivos romper os muros escolares e trazer temáticas relevantes para dentro da escola.
- busca de dados qualitativos e quantitativos que permitisse "avaliar" os resultados da intervenção

INTERVENÇÃO - MÉTODO
Frentes de trabalho:
- planejamento de ações: a professora Valéria e seus alunos reuniam-se, uma vez por semana, com os professores de algumas escolas públicas, para orientações;
- Fórum escolar de ética e cidadania: reunião mensal nas escolas, junto de toda a comunidade - policiais, famílias, professores, conselho tutelar e outros;
- Pedagogia de Projetos: trabalho transversal e interdisciplinar - trazer a questão do gênero para dentro do currículo;
- trilhas, mapas e roteiros: mapear no bairro as situações em que aconteciam desigualdade de gênero;
- ações de formação de professores.

METODOLOGIA 
- observações diretas e indiretas: registro de tudo o que acontecia na escola;
- diário de campo;
- entrevistas individuais orais e por escrito;
- questionários abertos aplicados com alunos, pais e toda a comunidade;
- relatórios dos professores-bolsistas sobre seus sub-projetos.

A professora Valéria e seus alunos fizeram algumas entrevistas para identificar quais os principais conflitos de gênero presentes em seu cotidiano, que foram assim caategorizados:
- conflitos amorosos;
- traição;
- separação;
- violência contra o homem;
- violência contra a mulher.

SUGESTÃO PARA OS CONFLITOS (relatada pelos próprios estudantes das escolas)
- categoria 'não-moral': não há princípios morais envolvidos, não recorre a princípios éticos;
- categoria 'mágica': solução que transcende qualquer participação das pessoas envolvidas;
- categoria 'moral': soluções baseadas em princípios de justiça e igualdade.

Ao final da pesquisa, percebeu-se que a intervenção favoreceu uma mudança no raciocínio moral das pessoas. Antes da realização do trabalho, a maioria dos entrevistados sugeriam uma ação 'mágica' para a resolução do problema. Após o trabalho, a maioria das sugestões de ações se encaixavam na categoria 'moral', com princípios éticos sendo considerados para resolver os conflitos.

"É possível promover uma intervenção que favoreça uma lógica pautada em princípios de ética e justiça entre homens e mulheres, rompendo uma ordem social que parece naturalizar a violência e a discriminação entre gêneros." (Professora Valéria Arantes)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Vídeo-aula 5: Protagonismo juvenil e participação escolar

Tu me dizes, eu esqueço; tu me ensinas, eu lembro; tu me envolves, eu aprendo". (Benjamin Franklin)  

O professor Ulisses, na vídeo-aula 5, fala sobre a importância de nós, educadores, promovermos o protagonismo juvenil e a participação escolar de nossos alunos. O aluno que tem papel ativo no processo de ensino-aprendizagem é capaz de reinventar a escola e transformar-se em cidadão crítico e autônomo, mais preparado para lidar com os problemas do dia a dia. 


Referência da aula:
'A educação deve promover o acesso aos bens culturais exigidos pela sociedade contemporânea e garantir formação política que permita aos jovens participar da vida social de forma mais crítica, dinâmica e autônoma'


ESTRATÉGIAS PARA A PROMOÇÃO DO PROTAGONISMO JUVENIL NA ESCOLA
De que forma é possível propiciar a participação ativa do estudante na escola?
- Aprendizagem Baseada em Problemas: metodologia ativa de aprendizagem. 
 “É uma estratégia pedagógica que apresenta aos estudantes situações significativas e contextualizadas no mudo real.” (Mayo, Donnelly, Nash & Schwartz,1993).
O aluno traz o problema para dentro da sala de aula, para o currículo, e, assim, problematiza uma situação conflituosa e age sobre ela.
- assembleias escolares - técnica em que os alunos decidem as regras da sala de aula, estabelecendo as formas de convívio em que a sala organizará seu dia a dia;
- grêmios estudantis - incentiva a participação política;
- estratégias de resolução e de mediação de conflitos (figura do professor mediador, aluno mediador);
- estratégias de aproximação entre escola, família e comunidade.

Quando trabalhamos no sentido de promover o protagonismo e a participação ativa dos estudantes na escola, aumentamos a possibilidade de de que os alunos construam valores morais que vão ao encontro dos interesses da comunidade.

sábado, 29 de outubro de 2011

Vídeo-aula 4: Saúde do professor

Na vídeo-aula 4, a professora Paula Fernandes fala sobre a saúde do professor.

FATORES DESENCADEANTES DE ALTERAÇÃO DE SAÚDE
- excesso de trabalho;
- indisciplina;
- salário baixo;
- pressão da direção;
- violência;
- comandas de pais de alunos;
- bombardeio de informações;
- problemas físicos, posturais e vocais;
- falta de reconhecimento da atividade profissional .

A professora Paula fala de três principais problemas de saúde que afetam o professor:

1) SAÚDE VOCAL: Lúcia Mourão esclarece que o professor é um profissional com grande risco de alteração de voz, pois é seu principal instrumento de trabalho. Em um espaço de trabalho nem sempre favorável, o professor sente-se obrigado a falar mais e mais alto, deixando, assim, a saúde de sua voz de lado. Geralmente, o professor só procura um atendimento especializado quando já apresenta problemas na voz; assim, ele acaba se afastando de seu trabalho. O ideal é que ele tome atitudes preventivas. São elas:
- hidratar;
- articular bem as palavras enquanto fala;
- falar sempre de frente para os alunos; quando fala com o corpo de frente para a lousa, acaba por forçar ainda mais sua voz.
- equilibrar a respiração.

No vídeo acima, temos uma entrevista com a Profa. Dra. Rita de Cássia Fucci Amato, autora dos livros: "Manual de Saúde Vocal: teoria e prática da voz falada para professores e comunicadores" (Editora Atlas) e "A voz do líder: arte e comunicação nos palcos da gestão" (Editora Campus / Elsevier). A professora Rita esclarece questões relacionadas à saúde vocal e dá dicas de como prevenir problemas vocais.


2) POSTURA: O professor doutor Luiz Carlos Boaventura enumera algumas possíveis causas das dores nas costas: posturas viciosas, sedentarismo, hérnias de discos, sobrepeso e LER (lesão por esforço repetitivo, hoje chamada de DORT - distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho). A fim de melhorar essas dores, o professor sugere as seguintes ações:
- alongar-se: antes de entrar na sala, é possível fazer alguns exercícios rápidos e práticos, a fim de quebrar a inércia.
- utilizar a lousa à altura de nossos olhos: quando escrevemos acima de nossa altura, forçamos movimentos.
- relaxar, soltar os ombros.

3) STRESS

 O vídeo acima, feito por um aluno durante uma aula de Biologia, exemplifica, de forma muito clara, situações de stress a que o professor é submetido todos os dias. Lembrando que a questão, aqui, não é julgar professor ou alunos, apenas ilustrar uma situação tipicamente caracterizadora do stress. 

A professora Paula define o stress como uma reação do organismo a diversos fatores estressores, em situações que causam medo, confusão ou até felicidade.
Três fases caracterizadoras do stress:
- fases de alerta: o primeiro contato com  o estímulo estressor;
- fase de resistência: o estímulo é intenso e dura muito tempo;
- fase de exaustão: fase crítica em que a pessoa fica vulnerável a desenvolver outras doenças.

SÍDNROME DE BURNOUT: definida por Herbert J. Freudenbergeo, caracteriza-se pelo "apse do stress" -  distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso. Exaustão emocional, depressão, a pessoa não reage aos estímulos.

O vídeo acima, elabora pelo psicólogo, Chafic Jbeili, traz algumas considerações sobre a Síndrome de Burnout e ações para combatê-la ou preveni-la.


CAUSAS DO STRESS
- sobrecarga quantitativa;
- falta de tempo para atender múltiplas responsabilidades;
- falta de recursos e das más condições de trabalho que temos;
- sistema de ensino deficitário.

Vale lembrar que a maneira como percebemos o estímulo estressor é subjetiva, depende da interpretação que cada pessoa faz da situação desencadeadora do stress. Se a resposta é sempre inadequada (ansiosa), as situações de stress vão se acumulando e, dessa forma, prejudicam a vida da pessoa.

MEDIDAS PREVENTIVAS 
- restaurar a dimensão coletiva do trabalho - interlocução com os pares;
- manter a calma;
- lembrar que a situação é ruim, mas não será sempre assim;
- tentar encontrar algo positivo na situação: difícil, mas possível;
- focalizar sempre no que pode ser feito, e nunca nas limitações do trabalho;
- não desenvolver dependência de alguém;
- flexibilidade, aceitar as mudanças;
- exercícios físcios regulares;
- ter momentos do dia focados em você;
- criar ambientes de trabalho agradáveis;
- não desanimar;

Ações que contribuem pro bem estar e pro desempenho profissional:
- conversar com a direção, com os superiores;
- manter-se em constante formação;
- dispor de horários e lazer;
- cuidar da saúde física e emocional;
- manter a indisciplina sobre controle;
- estar por dentro do projeto da escola;

Complementando a aula, os vídeos abaixo trazem uma entrevista com a pesquisadora Cristiane Queiroz Barbeiro de Lima, que realizou pesquisa com professores de todo o país, dando origem ao livro 'O Trabalho dos Professores na Educação Básica'. 

                                                                           PARTE 1

PARTE 2:

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Vídeo-aula 3: Introdução: saúde na escola

Na primeira vídeo-aula da disciplina 'Saúde na Escola', o professor Li Li Min destaca alguns temas que serão trabalhados no decorrer do Módulo II, dentro da disciplina.
O professor alerta que a melhor forma de promover a saúde e de prevenir doenças é possibilitando o debate. Portanto, torna-se tarefa fundamental para nós, educadores, a abordagem de assuntos relacionados a essa temática na sala de aula.

Alguns temas de nossas próximas vídeo-aulas são:
- CRESCIMENTO
- DISTÚRBIOS ALIMENTARES
- TDAH
- AFETIVIDADE / SEXUALIDADE
- VIOLÊNCIA
- BULLYING
- DROGAS / SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS
- STRESS
- INFLUÊNCIA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO
- DEPRESSÃO
- SAÚDE DO PROFESSOR 


Quadro organizado pela autora. Fotos de domínio público (Google Imagens).


É importante refletirmos de que forma a escola pode contribuir para informar, conscientizar, sensibilizar, debater, identificar casos, tirar dúvidas, auxiliar. 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Vídeo-aula 2 - Fórum escolar de Ética e de Cidadania

Na vídeo-aula 2, o professor Ulisses fala sobre a constituição do Fórum Escolar nas escolas. 
O Fórum Escolar tem como principal função articular variados segmentos da comunidade, escolar e não-escolar, dispostos a mobilizar-se em torno de temáticas de ética, democracia e cidadania no convívio escolar, focando quatro eixos de atuação: ética, democracia, direitos humanos e inclusão-social. A composição do Fórum deve ser a mais aberta possível, envolvendo professores, funcionários, alunos, família, membros de conselhos, líderes comunitários etc.




POSSÍVEIS ATRIBUIÇÕES DO FÓRUM

- Definição de sua política geral de funcionamento, organização e mobilização dos diversos segmentos da comunidade escolar; 
- Proposição dos temas, dos projetos interdisciplinares e transversais;
- Preparação dos recursos materiais para o desenvolvimento dos projetos;
- Formulação de cronograma local de desenvolvimento das ações;
- Avaliação permanente das ações em desenvolvimento.


FORMAS DE ATUAÇÃO

- Junto à direção da escola e aos membros da comunidade para garantir os espaços e tempos necessários ao desenvolvimento dos projetos;
- Buscando garantir recursos que permitam a aquisição de materiais necessários para o desenvolvimento dos projetos;
- Interagindo com especialistas em educação, pesquisadores, que possam contribuir com o melhor desenvolvimento das ações planejadas;
- Articulando parcerias com outros órgãos e instituições governamentais e não governamentais (ONGs) que possam apoiar as ações do projeto e a criação de propostas que promovam seu enriquecimento.


O vídeo apresenta o Fórum de Combate à Violência, proposto na escola Helena Kodoy, de Colombo/PR. Professores, alunos e outros membros da comunidade destacam a importância do Fórum Escolar para envolver toda a comunidade no debate e planejamento de soluções para problemas vivenciados pelo bairro. 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Vídeo-aula 1 - A escola e as relações com a Comunidade

Mafalda e Manolito despertam a reflexão: de que forma nós, educadores, podemos trabalhar a fim de alcançar, de fato, o aluno e fazer com que os saberes apreendidos na escola façam um sentido real em sua vida?
*Tradução Livre: Quadro 1 Professora: "Quem não entendeu levante a mão". Quadro 3 Professora - fora de cena: "Vejamos Manolito, o que você não entendeu?". Quadro 4 Manolito : " Desde março até agora, nada!"
                         Disponível em http://blog.nostress.com.br/2011/03/segundo-lar.html


O professor Ulisses, na primeira aula da disciplina 'Educação Comunitária', fala sobre a relação escola e comunidade e discute a necessidade de integração entre os dois vértices. Ele cita três movimentos por onde se pode articular escola e comunidade:

- para fora da escola: entender o bairro como um espaço de aprendizagem. No entorno da escola, há situações [físicas, sociais, interpessoais] que podem se traduzir em objetos de estudo. O professor deve sair pelo bairro com seus alunos, investigando e localizando problemas e soluções sobre as temáticas dos projetos desenvolvidos em sala de aula, dentro do currículo escolar. Os alunos devem compreender que o conhecimento está a seu redor, reconhecendo seu entorno como objeto de estudo. A atividade também é importante que para que o professor conheça a realidade de seus alunos e, assim, consiga trabalhar de forma mais eficaz dentro da sala.  
- para dentro da escola:  através da transversalidade e da pedagogia de projetos, o professor deve levar ao currículo da sala de aula as observações feitas fora da escola.
- protagonismo dos estudantes: a escola precisa considerar projetos e ações que promovam o acesso aos bens culturais exigidos pela sociedade, além de  garantir uma formação política aos jovens de modo a lhes permitir participar da vida social de forma mais crítica, dinâmica e autônoma.

A escola comunitária deve integrar seu currículo ao que está no entorno dela, contextualizando conhecimentos. 

Para complementar o assunto abordado nesta vídeo-aula, trago um link, disponibilizado pelo site da Revista Nova Escola, de uma reportagem sobre os projetos realizados pelos professores e alunos da escola Idalina Vianna Ferro, de Bariri, interior de SP. São projetos que possibilitam aos estudantes saírem da sala de aula e explorarem o entorno da escola. Vale a lida!
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/boa-educacao-alem-muros-423283.shtml