segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Vídeo-aula 12: Perspectivas atuais da educação em valores

O professor Ulisses de Araújo, na vídeo-aula 12, apresenta algumas propostas para que a  construção de valores aconteça, de forma significativa, no ambiente da sala de aula. Vejamos:

- gestão por meio de um fórum: um fórum organizado na escola articula segmentos da comunidade, escolar e não-escolar, que se disponham a atuar no desenvolvimento de ações mobilizadoras em torno de temáticas de ética, democracia e cidadania no convívio escolar, focando, principalmente, ética, convivência democrática, direitos humanos e inclusão social. A família participa não só indo a reuniões bimestrais para pegar um boletim ou estar a par do comportamento e rendimento de seus filhos, mas pode discutir e opinar, participando, ativamente, do programa escolar. O professor Ulisses ilustra a proposta com um exemplo de projeto desenvolvido por ele em escolas públicas da Zona Norte de São Paulo – comunidade, professores, diretores, alunos, membros de ONGs se encontram para debater, esclarecer e solucionar questões relacionadas à ética e à cidadania.
- “para fora” da escola: o entorno da escola deve ser lembrado. Muitas vezes, o bairro está sofrendo inúmeros problemas, que afetam diretamente o cotidiano escolar. Os alunos podem “ir a campo’’, sair da escola para problematizar, elaborar projetos e procurar uma solução para determinada situação.
- “para dentro” da escola: os problemas externos podem ser trazidos para o currículo, através de projetos, temas transversais. Quando o contexto social é levado para dentro da escola, o conhecimento torna-se significativo na vida dos estudantes. Importante ressaltar que os temas trabalhados transversalmente devem estar ligados à moral, ética e cidadania, trabalhando a conscientização.
- o protagonismo dos estudantes: constitui-se chave de toda a mudança. O professor deixa de ser o detentor do conhecimento e oferece a seu aluno um papel ativo. A escola deve considerar projetos e ações que promovam o acesso aos bens culturais exigidos pela sociedade contemporânea e garantam uma formação política aos jovens de modo a lhes permitir participar da vida social de forma mais crítica, dinâmica e autônoma. 
Está claro, assim, que para que é necessário que a escola trabalhe questões relacionadas à ética e à moralidade em seu cotidiano; a tarefa torna-se muito mais produtiva quando envolve toda a comunidade escolar. 
O vídeo abaixo traz o poema ‘Tecendo a manhã’, de João Cabral de Melo Neto. 


Uma breve reflexão sobre o poema nos permite concluir que, quando se trabalha em conjunto, de forma unida e visando um mesmo fim, os resultados são, certamente, positivos e significativos na vida de todos os envolvidos. 

Vídeo-aula 11: Perspectivas atuais das pesquisas em Psicologia Moral

Segundo a professora Viviane Pinheiro, a moralidade faz parte de nossa identidade. Para ilustrar sua fala, traz uma representação gráfica proposta pelo professor Ulisses de Araújo.




A ilustração representa o sujeito psicológico, quem é ele e qual é o universo em que ele interage. Disponível em http://www.lite.fae.unicamp.br/cursos/ep409/txt1.htm

Dando prosseguimento à aula, a professora Viviane faz alguns apontamentos a respeito de valores.
- “Valores referem-se a trocas afetivas com o exterior e surgem da projeção de sentimentos positivos sobre os objetos, e/ou pessoas, e/ou relações, e/ou sobre si mesmo” -  definição por Ulisses de Araújo, já exposta em aulas anteriores;
- sujeito tem papel ativo na construção desses valores;
- podem ser morais ou não;
- a moralidade não se guia apenas pelo princípio da justiça;
- estabelecem-se como centrais (principais) e/ou periféricos (secundários) no sistema moral do sujeito;
- importância do contexto vivenciado pelo sujeito nessa construção.
- podem ser regulados pelos sentimentos;
- integram-se e vão se organizando no sistema moral dos sujeitos de uma forma hierárquica;
- integração como papel de regulação do sistema moral.

IMPLICAÇÕES DAS DESCOBERTAS DA PSICOLOGIA MORAL SOBRE VALORES NA EDUCAÇÃO SOBRE VALORES

O que poderia ser feito na escola a partir dessas descobertas sobre valores?
- Sujeito ativo na construção de valores > a escola precisa pensar em formas e metodologias que possibilitem ao sujeito refletir e construir seu próprio aprendizado.
- Moralidade não se guia apenas pelo princípio da justiça > é preciso que a escola também trabalhe valores, além de regras e deveres a serem cumpridos pelos alunos.
- Valores centrais e periféricos e a importância do conteúdo do meio > a escola deve trabalhar os valores como objetos de conhecimento, e não apenas quando há conflitos; deve elaborar sequências didáticas planejadas e projetos voltados para a construção de valores pelos alunos em diversas situações.
- Sentimentos podem regular os valores > a escola pode incluir a explicitação dos sentimentos e dos valores para compreensão da regulação exercida por eles.

domingo, 18 de setembro de 2011

Vídeo-aula 9: Ciência e educação


De acordo com o professor Luís Carlos de Menezes, o currículo escolar não é formado apenas pelo discurso do professor. O currículo deve promover o processo formativo do aluno, desenvolvendo suas competências e habilidades. A ciência compõe-se desses conteúdos.
Vejamos alguns aspectos do ensino da ciência expostos pelo professor:

a)      CIÊNCIA COMO LINGUAGEM
Disponível em http://www.4work.pt/cms/uploads/pics/rotulos2.jpg

Leitura de um jornal, acompanhamento de um relatório, interpretação de um rótulo de alimento – ações como essas implicam o domínio das linguagens científicas / matemáticas. Assim, uma das primeiras funções da ciência é promover o domínio dessas linguagens e tornar o sujeito apto a compreendê-las.


b)      CIÊNCIA COMO INTRUMENTO PRÁTICO
Disponível em http://pressunitedcajatambo.blogspot.com/2009/07/influenza.html

Avaliar uma conta de energia e ser capaz de decidir pela troca de um chuveiro, a fim de economia, distinguir um resfriado de uma gripe mais grave são dois dos inúmeros exemplos que podem ser citados de competências relacionadas ao conhecimento científico. É fundamental que os alunos deixem de pensar na ciência como algo próprio apenas de cientistas, e passem a visualizá-la como conhecimentos de natureza instrumental, ou seja, prática.

     c)      CIÊNCIA COMO VISÃO DE MUNDO
Aqui o professor deixa claro que a ciência não deve ser considerada como o domínio das certezas; pelo contrário, a ciência permite a dúvida permanente, e está sempre em busca de verdades transitórias e que podem ser superadas.


 Como desenvolver o aprendizado da ciência?
Lições de ciência são melhores absorvidas quando há a observação, a prática e a discussão, através de pequenos projetos de execução coletiva. 

             

O vídeo mostra um projeto criado pela escola primária de Carvalhos, em Portugal. São imagens e pequenos vídeos que ilustram como a ciência pode ser transmitida de forma prática e prazerosa.







quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Vídeo-aula 8: A construção psicológica dos valores

O professor Ulisses de Araújo ratifica, nesta vídeo-aula, que é completamente possível que haja, na escolas, uma educação de valores. Embasado nas idéias de Jean Piaget, o professor nos lembra que os valores referem-se a trocas afetivas com o exterior e surgem da projeção de sentimentos positivos sobre os objetos, e/ou pessoas, e/ou relações, e/ou sobre si mesmo.
A escola deve auxiliar na construção de valores e considerar que estes podem mudar durante o decorrer da vida. Portanto, a instituição escolar deve trabalhar a fim de construir os valores centrais no indivíduo.
Abaixo, um vídeo que traz uma reportagem veiculada na TV Vitória sobre o Projeto Educação em Valores Humanos, incentivada pelo filósofo Gonçalo de Medeiros, que tem como principal objetivo desenvolver seres humanos mais íntegros e conscientes.


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Vídeo-aula 7: Educação e Ética

Na vídeo-aula 7, a professora Valéria Borgo aborda a temática “Ética na educação escolar”. Quando falamos em ética, é importante pensar que é necessário que haja uma  interação entre professor, alunos, funcionários – coletivo institucional.

Para ilustrar a vídeo-aula, trago um vídeo curto em que o professor Mario Sergio Cortella, em entrevista a Jô Soares, ilustra e exemplifica de forma muito competente questões conceituais sobre ética e moral. 


    
Como já vimos em trabalhos anteriores, a escola tem grande responsabilidade na constituição ética e moral do indivíduo e seu papel fundamental é fazer com que o aluno adquira autonomia moral, pois trabalhar a criança hoje significa trabalhar o adulto para o mundo. A instituição escolar constitui-se como a “área” de transição entre a família e a vida social.


DESAFIOS NA ESCOLA DE HOJE
A escola é um lugar heterogêneo e, em função disso, é preciso que ela saiba lidar com o coletivo, preparando, assim, o sujeito, para a democracia. Disponível em http://atividademodular.blogspot.com/2011_05_01_archive.html


Rumos que a escola deve seguir:
- igualdade;
- fraternidade (diversidade, diferença, humanidade).
Muitas vezes, o professor encontra certa dificuldade de interagir com determinado aluno e estabelece juízos sobre ele. A tendência, dessa forma, é tirar a responsabilidade de si próprio.  professor deve, então, pensar numa atitude de tolerância. Só assim, poderá estabelecer uma relação de produção de uma cultura escolar que venha ser progressista, fraterna e ética.  

ATITUDE INTOLERANTE DO PROFESSOR: reflete a dificuldade em conviver com o diferente; os juízos estão cristalizados; ideologia/falsificação da realidade.
ATITUDE TOLERANTE DO PROFESSOR: confiança na racionalidade e no direito do outro; respeito e solidariedade.

A questão da tolerância em sala de aula, deve ser bem trabalhada, já que o espaço escolar é propício ao seu cultivo, como afirma o professor Nilson José Machado, em seu artigo “Sobre a Ideia de Tolerância”, disponível em http://www.iea.usp.br/textos/machadoideiadetolerancia.pdf. Sua leitura possibilita uma aproximação com o tema e é bastante pertinente. 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Vídeo-aula 6: Temas Transversais em Educação

Na vídeo-aula 6, a professora Valéria Arantes comenta a temática transversal em educação e aponta duas diferentes concepções para a transversalidade:
a)      DISCIPLINAS ORGANIZADORAS DA ESCOLA (disciplinas como eixo vertebrador): o currículo é organizado ao redor das disciplinas. Os temas transversais conseguem lugar secundário através de atividades pontuais, palestras, projetos interdisciplinares, incorporação nas disciplinas e currículo oculto. Assim, o ensino continua fragmentado, prioriza as disciplinas, não é sistematizado  e é pautado em valores individuais do professor.
b)      TEMÁTICAS TRANSVERSAIS (temas transversais como eixo vertebrador): os conteúdos, aqui, deixam de ser “finalidades” da educação e passam ser concebidos como “meios” para se trabalhar temas transversais. Conteúdos são importantes, mas não devem ser o foco do sistema de ensino-aprendizagem.

NOVAS METÁFORAS PARA A TRANSVERSALIDADE
  • Estratégias que vão além da fragmentação das disciplinas;
  • Conexão da escola com o mundo externo.

A seguir, o link de um vídeo que metaforiza, de forma bastante poética, o conceito de transversalidade. Vale assistir!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Vídeo-aula 5: O conceito de transversalidade

A quem os avanços da ciência continuam servindo? A qual parcela da população? Será que a ciência e seus progressos são suficientes para a construção da democracia e do bem estar social?
A ciência promoveu grandes avanços para o conhecimento e educação.
Para respondermos essas questões, vamos nos lembrar dos dois objetivos básicos de uma instituição de ensino.
a)      INSTRUÇÃO: conteúdos definidos por cada cultura/sociedade;
b)      FORMAÇÃO ÉTICA E MORAL: cidadania.

Para que o cidadão seja formado plenamente, é preciso que noções de ética e moral façam parte do projeto pedagógico da escola, o que nem sempre acontece. Não podemos afirmar que a escola não aborde temas éticos, porém o faz de forma subjetiva, subliminar. Dizia-se que essa função competia à família. Hoje, no entanto, temos outra concepção de família (casais divorciados, mães que passam o dia fora). Assim, fica claro que a escola tem grande responsabilidade no processo de formação do indivíduo, não só do ponto de vista das disciplinas curriculares conteudistas, mas também do ponto de vista de valores éticos e morais.

Qual a principal idéia da transversalidade?
Superar o conceito de disciplinarização e levar à escola novos conteúdos de cunho moral e ético, como preconceito, saúde, cidadania.

TRANSVERSALIDADE NA EDUCAÇÃO

A palavra transversalidade sugere temáticas que perpassam diferentes campos do conhecimento. Segundo o professor Nilson Machado, valores éticos e morais não cabem em nenhuma disciplina específica; temáticas como essas devem atravessar as disciplinas.
Para que um tema seja considerado transversal, é necessário que se busquem respostas para problemas sociais preocupantes, tais como drogas ou violência; um tema transversal deve conectar a escola à vida das pessoas e ser atrelado à melhoria da humanidade.

Abaixo, um vídeo em que a psicóloga Neide Aprile comenta e exemplifica o conceito de transversalidade, embasada nas idéias de Jean Piaget.